MEU LAR

(Euler. R. Buzá Faro)





Quando retorno à tarde do trabalho,
Ao nosso enternecido e terno lar,
Sou, como as aves que, de galho em galho,
Saudosas voltam ao ninho, a gorjear.

Feliz, contemplo, então, este agasalho;
Que maior bem, eu poderia achar!
Nele, resumo tudo quanto valho,
Tudo que em vida eu pude desejar.

Por ti e minha filha, esta existência,
Se me transforma em primavera e essência
De tudo que há de bom por este mundo.

Sem ti, tudo no mundo é dura lida,
Nada mais nos encanta nesta vida,
Do que o amor de alguém, forte e profundo!



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