Magnetismo



18-07-2011

Equoterapia, o fluido ativo

Allan Kardec enfatizou a importância do fluido magnético, o qual classificou como “força natural” e que está presente na vida normal do planeta.

Quando começou suas pesquisas acerca dos fenômenos que deram origem à Doutrina dos Espíritos, Kardec já se mostrava conhecedor do magnetismo e sua influência, razão que lhe facilitou a compreensão do que ocorria em pontos diversos do globo terrestre, pois o estudava há anos.

Ao se referir aos feitos milagrosos desse fluido imponderável(1) o Codificador sabia da consistência de suas afirmativas, ao dizer: “O magnetismo preparou os caminhos do Espiritismo e os rápidos progressos dessa Doutrina são, incontestavelmente, devidos à vulgarização das ideias do primeiro”(2). Nada mais seria necessário falar.

E tanto isso procede com segurança louvável que hoje, somente em nosso país, inúmeros são os espaços apropriados, destinados às terapias de recuperação, empregando um outro companheiro útil e serviçal do homem: o cavalo.

Sabe-se que a proximidade com animais favorece o equilíbrio de certos desajustes orgânicos, físicos ou mesmo psíquicos.

Prova disso é a crescente participação de pessoas portadoras de algum desses distúrbios, em contato frequente com os animais, especialmente os cavalos, que vêm recebendo benefícios consideráveis, tanto o praticante que usufrui da terapia quanto a própria família, que também se sente feliz, pois vê os resultados surpreendentes que vão acontecendo.

Há casos, e não são poucos, em que os próprios médicos, que desde o início tratavam do paciente, chegaram à conclusão de informar que nada mais além do que já havia sido feito poderia mudar ou reverter o quadro.

Como nem tudo está confinado na capacidade humana, bem como a obra do acaso não existe e as forças vivas que convivem conosco são desconhecidas, absolutamente nada pode ser deixado de lado.

Michaelus(3), em seu livro Magnetismo Espiritual, define as forças presentes na natureza (magnetismo espiritual e animal) exibindo fatos e relatos para que melhor possamos compreendê-las.

Uma dessas provas refere-se às anotações do estudioso Hector Durville (1848-1923), no campo dos fluidos:

“A propósito dos grandes resultados terapêuticos obtidos por meio da equitação, assim se pronunciou um médico de Nova Iorque sobre a influência magnética do cavalo sobre o cavaleiro:

‘O cavalo é uma verdadeira pilha para a produção de eletricidade animal. Os vapores das suas narinas e do seu corpo estão carregados de magnetismo. O homem a cavalo se encontra envolvido numa atmosfera de fluidos magnéticos que seu corpo enfraquecido absorve, como a terra ressecada absorve avidamente a água da chuva”.

Alguns exemplos constatados e conferidos pelos que nos antecederam na existência são relatados por Michaelus:

CASO UM: Um eclesiástico, de cerca de trinta anos de idade, estava em franca agonia, sob a influência de uma febre aguda e pertinaz, que resistira a todos os recursos da Medicina. O doente estava saturado de quinina e já não podia nem sequer abrir a boca para tomar novas doses. O médico assistente prognosticara com toda a segurança a sua morte.

O gato do eclesiástico, sempre de ronda, aproveitou o momento em que haviam deixado o doente a sós, para, sorrateiramente, galgar o leito e deitar-se sobre o moribundo. Sempre afugentado pela enfermeira, voltou de novo à carga, durante vários dias.

O primeiro contato do gato havia produzido uma transpiração abundante com a consequente diminuição da febre. Com o segundo contato, a transpiração tornou-se extraordinária.

A crise de cura, afinal, ocorrera: o doente estava salvo. Quanto ao gato, que se revelara tão dedicado médico, este havia desaparecido. Encontraram-no morto, no fundo do jardim, com os pelos eriçados e os membros contraídos. O bravo animal havia pagado com a sua vida a cura do seu senhor”.

CASO DOIS: Michaelus prossegue: “O mesmo autor relata ainda o caso de um senhor de nome M. Dumas, que estava atacado de um forte reumatismo articular. Possuía ele um belo cão, de três anos de idade.

Todas as vezes que sobrevinham as crises reumáticas, ele fazia o cão deitar-se ao seu lado, porque lhe parecia que o corpo do animal, junto da região dolorosa, o aliviava. O cão, que de ordinário era muito alegre e carinhoso, passou a apresentar sinais positivos de doente e, quando conseguia escapar-se daquela situação que tanto o afligia, refugiava-se nos cantos mais afastados da residência.

Uma noite, porém, em que as crises o assaltaram com excepcional intensidade, M. Dumas reteve o animal junto do seu corpo até o amanhecer.

No dia seguinte, as dores haviam desaparecido e o doente curado. E, dois dias depois, em meio a convulsões horríveis, o cão expirava”.

São recursos e possibilidades reais, onde está presente a influência magnética através dos fluidos do animal, que, mesmo em certos casos não sanando integralmente os problemas impeditivos, ao menos vêm trazer melhor condição de saúde.

Esse resultado, embora comprovado em nossa época atual, já era conhecido há mais de 150 anos, sendo resgatado pela medicina convencional, mas com outra nomenclatura.

CASO TRÊS: Este relato traz breves informações sobre tratamento levado a efeito na atualidade, que vale a pena ser conhecido, pois envolve a necessidade de consciência dos mais íntimos.

Partindo do princípio da responsabilidade, do respeito e, acima de tudo, das leis que regem os compromissos, é certo assegurar que ninguém faz parte de uma família sem que os laços se justifiquem.

M. E. nasceu normal e assim ficou até aos quatro anos, quando uma forte gripe motivou sua internação. Quando saiu do hospital, após complicações e, de acordo com o pai, já não se movia mais.

Este, como centenas de outros casos, é delicado e refere-se a essa menina que conta hoje dez anos de idade, com lesão que abrange todos os campos do cérebro, inclusive com a respiração comprometida e feita através da traqueostomia(4).

Foi considerada paciente grave e, embora tomando forte medicação, não havia como controlar o quadro, visto que durante o dia tinha diversas crises convulsivas e respiratórias, com a média de três internações por mês. Para se alimentar, somente através de sonda.

Os exercícios, que oscilam entre 30/40 minutos semanalmente sobre o animal, estão proporcionando a M. E. o que ela nunca havia sentido antes.

Há quatro anos em terapia especial com o auxílio do cavalo, a equoterapia, atualmente com seu estado de saúde estável e trabalhando todas as musculaturas anteriormente inativas, essa criança, hoje, está livre e distante das internações, além de se alimentar pela boca, embora ainda continue a não se locomover.

São recursos e possibilidades reais, onde está presente a influência magnética através dos fluidos do animal, que mesmo em certos casos não sanando integralmente os problemas impeditivos, devido a profundidade com que se apresentam, ao menos vêm trazer melhores condições de saúde.

Os avanços conquistados são da maior importância, pois tanto aquele que se exercita quanto os que se envolvem nesse processo, e entenda-se aqui a família, são os beneficiados e merecem todo o respeito pela confiança, pela fé e pela perseverança.


(1) Fluido imponderável: o que não se pode pesar; o que não pode ser avaliado ou palpável.

(2) Revista Espírita, Allan Kardec, 1858.

(3) Magnetismo Espiritual, Michaelus, capítulo VIII, Rio de Janeiro/RJ – FEB – 1995.

(4) Traqueostomia ou traqueotomia: intervenção cirúrgica que consiste na abertura de um orifício na traqueia e na colocação de uma cânula (pequeno tubo) para a passagem de ar (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa).



  • O cavalo e o fluido magnético: O Instituto Passo a Passo Equoterapia e suas atividades gratuitas, na cidade paulista de Itatiba, atende crianças e adultos, empregando o cavalo como agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais. O cavalo saudável é um poderoso centro de energia magnética emanando fluidos, cujos benefícios auxiliam sobremaneira a saúde humana, especialmente as relaciodadas às questões motoras.


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