Vladimir Polízio



É final de ano, outra vez!

02-12-2014

O tempo, em certas épocas da vida, quando damos nota máxima a alguma situação ou assunto de interesse, nos dá a impressão de demorar-se a passar no estágio em que se encontra; parece não chegar nunca o dia que queremos; o tempo estaciona. Em outros momentos, quando não há nada no futuro que mereça importância, talvez por indiferença nas coisas do amanhã, pelo equilíbrio ou pela estabilidade presentes, percebemos esses mesmos ponteiros rodando com rapidez incrível. Não se detém; não param por nada. Quando nos damos conta, lá se foi o dia, a semana... Idêntica postura do tempo, em relação aos assuntos que não nos agradam. Tentamos segurar o tempo, mas o tempo é implacável e passa.

Com justa razão, o homem dividiu o dia e a noite em tempo, para que este fosse medido, contado, controlado e melhor aproveitado, para tudo. Como o Sol, que nasce todos os dias para justos e injustos, as horas também passam, indiferentes, na mesma velocidade e em todos os tempos do tempo.

Na Terra temos os dias, meses e anos, que estabelecem um programa de atividades, de compromissos e de responsabilidades, de interesses tanto no campo particular de cada um, como no geral, abraçando a amplitude da vida. Os que trabalham, o fazem por um período de tempo, quando então recebem de acordo com o que foi convencionado ou tratado. Outros, após certo lapso desse tempo, igualmente combinado, afastam-se para usufruir de merecido repouso chamado de férias, tudo isso controlado por certo período de tempo.

O próprio Evangelho dá conta de passagens interessantes relacionadas com o tempo. Por exemplo, quando faz referência aos trabalhadores contratados para a prestação de serviço em certa lavoura onde se trabalhava no cultivo da uva. Fala sobre a tarefa e o pagamento no final do dia, fazendo referência ao bom e ao mal aproveitamento do tempo, em cujas horas o rendimento dos trabalhadores foi variado, muito deferente um do outro, com clara demonstração de que nem todos souberam extrair daquele mesmo momento, o máximo possível de produtividade, na boa aplicação do empenho físico e mental nas horas que foram disponibilizadas para o trabalho.

É dessa lição que tiramos um importantíssimo tema para a vida de todos nós: O trabalhador da última hora, um dos mais belos ensinamentos do Evangelho.

O Trabalhador da última hora é exatamente aquele que aproveitou ao máximo o tempo que teve disponível para a execução de seu trabalho, de sua obra, de seus acertos, do seu tempo de permanência na Terra.

Pela contagem terrena, o ano se finda e os marcadores mudam, dando conta de outro tempo, de outro período, de nova estação que está se iniciando ou prestes a iniciar-se.

Que não seja apenas mera filosofia.

Lembram os Benfeitores que “Se você tem algo de bom a realizar, não se atrase nisso. Hoje é o tempo de fazer o melhor”, finalizando o pensamento complementam: “O tempo não exige que você dispare nas reformas. No entanto, pede que não pare nos caminhos”.

Muita paz e um Ano Novo com muitas realizações!



Vladimir Polízio
polizio@terra.com.br

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