Nos livros doutrinários do Espiritismo não vamos encontrar orientação sobre os procedimentos práticos para ativar, equilibrar ou descongestionar os centros de força.
No Espiritismo os chacras são identificados como centros de força ou centros vitais.
Esses centros de força estão identificados, primeiramente, no corpo fluídico, qual seja, no corpo perispiritual, em número de sete e distribuídos em regiões que vão da cabeça ao baixo ventre ou baixo abdominal.
Sendo o corpo físico a réplica do corpo fluídico, a localização desses centros encontra-se nos mesmos lugares, no corpo físico.
São, na verdade, espirais que medem de 5 a 7cm de diâmetro, conhecidos como vórtices(1) e que se comportam, quando devidamente equilibrados, em atividade circular constante, girando e absorvendo a energia do fluido universal, de onde é extraído o material de que necessitamos para respirar, o oxigênio para a vida na Terra.
A responsabilidade funcional de cada centro de força é vasta e individual, mas fortemente interligada. Isto quer dizer que há um sincronismo entre os sete centros, de maneira que atuam numa simbiose perfeita.
Os órgãos ou atividades atreladas a cada centro de força, para que possam corresponder a uma vida saudável, dependem da boa funcionalidade do respectivo centro. É imprescindível que o vórtice correspondente a esse centro esteja livre e desembaraçado de qualquer empecilho que prejudique, atrapalhe a sua leveza, girando livremente e absorvendo essa energia vital, que é o combustível natural para o seu trabalho de distribuição aos órgãos sob seu abrigo.
O corpo humano possui em todas as suas estruturas duas forças reinantes e dominantes: o pólo positivo e o pólo negativo. Portanto, as forças são contrárias, senão, como falar em equilíbrio entre energias idênticas, do mesmo naipe?
Qualquer desarmonia presente, seja psíquica ou física, contribuirá com a desestabilidade dessas potências operantes, prevalecendo uma à outra, o que fará com que o órgão atingido pela queda da frequência vibratória não trabalhe em seu ritmo normal.
Para abrir qualquer porta e ter acesso à passagem ou ao ambiente interior que se pretende alcançar, é preciso que a chave adequada esteja em nosso poder ou em poder de alguém que nos abra ou faculte o caminho.
Com os centros de força, que se resume o objeto deste trabalho, não é diferente. Porém, como são caminhos íntimos que dependem exclusivamente de cada um a liberdade e a liberação desse acesso, sem essa chave especial não será possível ativar quaisquer desses sete vórtices.
Para que a saúde esteja equilibrada é necessário que os centros de força estejam igualmente equilibrados; é importante que estejam funcionando normalmente, nem para mais e nem para menos.
Na verdade não existe apenas uma única técnica ou maneira exclusiva de promover essa ativação. São procedimentos variados e simples, mas que funcionam.
Com o princípio magnético constantemente ativo, uma vez que todo o Universo possui essa abundante força invisível a nos envolver, encontramos na imposição de mãos, no canto, na oração e no próprio pensamento em si, quando concentrado, vibrações em abundância em todos esses procedimentos citados. Não duvide, pois o fato de não se enxergar o fluxo ativo, não significa que essa bioenergia inexista, a exemplo das bactérias e outros minúsculos corpos que não são vistos senão por potentes aparelhos microscópicos, e estão aí, presentes e ativos.
É bom que se saiba que nenhum centro de força ou chacra chega a parar totalmente. Isso seria o colapso. Um corpo sem a vida orgânica está desprovido desse conjunto energético considerado como verdadeira usina de força.
A título de sugestão, algumas indicações serão apresentadas, com o fim de facilitar o trabalho de ativação dos centros de força, uma vez que essa possibilidade, conhecimento ou prática, chega a ficar distante das pessoas interessadas, pela dificuldade que se tem de encontrar tais informações. Para que qualquer um desses exemplos surta o efeito planejado e com a amplitude que se pretende conquistar, é preciso concentrar-se para que o pensamento seja acionado e os bilhões de neurônios do cérebro colocados a esse serviço.
Santo Agostinho sustentava que a fé é precedida por certo trabalho da razão. Ele deixou para a posteridade um pensamento que vale muito aqui reproduzir e que diz respeito a tudo aquilo que o ser humano faz, principalmente o que está relacionado à crença ou à fé:
Diz ele: “É necessário compreender para crer e crer para compreender” (Intellige ut credas, crede ut intelligas). Claro está a importância de se ter o conhecimento daquilo que pretende fazer. Primeiro o conhecimento; depois, o exercício da prática com base na justificada razão. Sem uma compreensão verdadeira não há como admitir uma concepção consciente.
1ª SUGESTÃO:
Deitado ou em pé, coloque a mão sobre o local designado como sendo o Centro de Força que pretende ativar ou fortalecer. Se o ambiente em que se encontrar não oferecer a privacidade necessária, use a discrição para os gestos. Por exemplo, se no momento houver a presença de uma angústia, um aperto no peito, uma preocupação, disfarçadamente coloque a mão aberta e espalmada sobre a altura do coração, o ponto conhecido como centro cardíaco, mesmo segurando um livro ou qualquer outro objeto, como bolsa, etc..., e faça uma oração, mentalmente, rogando ao Alto a ajuda de que necessita, qual seja, o fortalecimento do centro coronário.
2ª SUGESTÃO:
Deitado ou em pé, coloque a mão sobre o local designado como sendo o Centro de Força que pretende ativar ou fortalecer. Se o ambiente em que se encontrar oferecer a privacidade necessária, você poderá emitir sons vocais que vão se identificar com o centro de força correspondente, em razão de cada um estar intimamente ligado ao respectivo timbre.
A mão, simultaneamente quando da emissão das notas musicais, deverá estar sobre o local correspondente ao centro de força que vai receber as vibrações.
3ª SUGESTÃO:
Deitado ou em pé, coloque a mão sobre o local designado como sendo o Centro de Força que pretende ativar ou fortalecer.
Se o ambiente em que se encontrar oferecer a privacidade que o momento requer, você poderá, enquanto coloca sua mão sobre o centro de força que deseja ativar ou fortalecer, dizer frases curtas audíveis, cujas vibrações sonoras emitidas, somadas com o incentivo que as palavras trazem, igualmente vão alcançar o objetivo proposto. A essas frases chamaremos de mantras(2). Qualquer palavra, qualquer expressão pode ser um mantra. Exemplos de mantras: “Eu estou me sentindo melhor”; “Eu estou me fortalecendo”, etc...
TRÊS OBSERVAÇÕES LÓGICAS e LÚCIDAS:
Primeira: Quando se fala em oração ao Alto, entenda aqui a oração coloquial com o Criador, o Senhor da Vida e dos Mundos, que a tudo preside e controla. Porém, a oração é um ato que não impede que seja dirigida às forças vivas do Universo, como por exemplo a Jesus, nosso Mestre Divino, a seus Benfeitores e aos nossos protetores, nossos anjos tutelares.
Segunda: A fé afasta a dúvida e estabelece a confiança, a segurança naquilo que está fazendo em relação ao mundo invisível, muito mais poderoso do que se imagina.
Terceira: Sempre poderemos empregar esses processos todos, sem constrangimento algum, porém, não vamos nos esquecer de uma providência muito importante: a consulta médica. A medicina também faz parte da obra divina e também está a nosso serviço e atendendo às nossas necessidades.
Devemos levar em consideração tudo o que está disponível e ao nosso alcance.
Vamos tomar um remédio? Então, vamos potencializar o remédio desejando intensamente que essa medicação nos traga o melhor efeito possível. Isso é muito bom e faz bem e contribui para que o resultado se manifeste positivamente.
(1) Vórtices: Movimento forte e giratório; remoinho. Obs: É exatamente como se apresentam os chacras ou o centros de força. Um redemoinho em permanente atividade.
(2) Mantra: MANTRAS: (MAN= mente e TRA= controle): É uma palavra sânscrita, de origem no hinduísmo. São empregadas também no budismo. Existem mantras para facilitar a concentração e meditação, mantras para energizar, para adormecer ou despertar, para desenvolver centros de força ou vibrar canais energéticos a fim de desobstruí-los.
As sugestões aqui oferecidas são válidas para quaisquer dos centros de força que se queira ativar. É necessário, isso sim, ter conhecimento dos locais onde cada um deles se situa. Para isso, VEJA AQUI.