Vladimir Polízio



Agora, é a vez da Ciência

27-12-2012

Em matéria mostrada ao mundo e exibida à página 54 da revista Veja, de 24-3-2004, assim expressou-se o autor: ”Não é ficção. Os seres humanos podem controlar objetos robóticos usando apenas a força do pensamento. Também não é um daqueles truques de paranormalidade em cenários de fumaça e espelhos”, assim inicia a reportagem especial de Ronaldo França.

Nesse ano de 2004, cientistas da Universidade Duke, na Carolina do Norte, sob a responsabilidade do brasileiro Miguel Nocolélis, chefe do laboratório de neurofisiologia e do neurocirurgião americano Dennis Turner começaram as pesquisasem humanos.

Embora os experimentos tenham se iniciado com ratos, foi no ano 2000 que os resultados alcançaram projeção mundial quando macacos, do tipo Rhesus, foram empregados nas pesquisas, com resultados surpreendentes. A partir de então, o mundo conheceu essa descoberta revolucionária, dando conta de que os neurônios emitem pulsos elétricos quando acionados através do pensamento e sempre de acordo com o desejo manifestado, transmitindo as vibrações correspondentes através dos eletrodos acoplados ao cérebro, até o destino final onde estes estavam conectados. O interessante é que esses sinais emitidos pelo pensamento (cérebro) eram captados por um possante computador e gravados em CD.


MACACO COMANDA BRAÇO MECÂNICO COM O PENSAMENTO

Nesse Centro de Pesquisas Avançadas, foi então anunciado o resultado dos estudos mostrando a grande plasticidade do cérebro dos primatas, ou seja, a mudança operada de acordo com o seu pensamento ou sua necessidade, uma vez que pela análise dos sinais cerebrais foi entendeu-se que os macacos assimilaram o braço mecânico como se fosse seu próprio membro. A equipe fez os testes com esses animais, que moveram o braço mecânico através dos sinais nervosos emitidos.

As propriedades fisiológicas dos neurônios mudavam quando o modelo de controle era transferido, o que reflete mais uma vez a maleabilidade do cérebro.

Como esses sinais eram simultaneamente gravados, tanto as reações do macaco Rhesus operando o joystick como as ondas emitidas pelo cérebro, as comparações foram conferidas.

Ao serem reproduzidas as ondas em poderoso computador, os pulsos enviados pelo cérebro através dos eletrodos foram decodificados e os resultados apresentados no monitor. Isto posto, ficou evidente que os sinais do cérebro que comandaram as ações manuais do macaco Rhesus na manipulação do controle joystick, foram os mesmos, estando o animal sem o domínio desse recurso. Uma vez acoplados diretamente ao joystick, este reagia de acordo com os sinais que recebia do computador, onde estavam arquivados os pulsos, cuja reação final era idêntica à registrada pelo próprio macaco.

Embora ainda não esteja claro em que regiões do cérebro os eletrodos devem ser instalados para a execução eficaz do movimento, os pesquisadores sugerem que as mais indicadas seriam as áreas frontal e parietal, pois o comando de movimentos musculares complexos se dá nessas regiões.


HUMANOS PODEM MOVER OBJETOS, USANDO APENAS ONDAS CEREBRAIS

Pacientes que eram submetidos a cirurgias neurológicas aceitavam participar dos testes propostos, que consistiam na ligação de eletrodos, minúsculos fios interligando as regiões específicas do cérebro.

“Nicolélis e sua equipe conectaram o dispositivo durante cinco minutos em pacientes que estavam se submetendo a cirurgias para o tratamento do mal de Parkinson, no Centro Médico da Universidade Duke. Esse tipo de operação foi escolhido por que nela, além de ter o crânio aberto, o paciente deve permanecer acordado. Os cientistas aproveitaram os pequenos intervalos dessas cirurgias para testar o procedimento. Um conector com microfios tão finos quanto fios de cabelo foi inserido em uma das regiões do cérebro responsáveis pelos movimentos do corpo. Foram conectados cinquenta neurônios. Os pacientes então tiveram de mover uma figura pela tela de um monitor usando uma espécie de mouse. Como se tratava de uma sala de cirurgia, a experiência foi realizada em duas etapas. Ou seja, os pacientes não estavam diretamente ligados a um braço mecânico. Apenas ao computador. (...) O feito é extraordinário. O cérebro, a última grande fronteira da biologia, tem sido vasculhado com uma voracidade nunca antes vista. A conjunção de conhecimentos das mais diversas áreas contribui para isso. A física, a psiquiatria, a química, a neurologia e a engenharia, dentre outras especialidades, trabalham juntas no desafio de entender os fenômenos cerebrais.”


OUTROS TESTES ACONTECERAM

Os vários testes apresentados apontaram a eficiência do pensamento. Eletrodos foram acoplados no couro cabeludo de um jovem paraplégico que, ao ser convidado a acender a luz do ambiente em que o grupo se encontrava, seu pensamento foi dirigido então ao objeto pretendido, e a chave, como resultado da ativação dos neurônios, foi acionada, acendendo a luz. Idêntico pedido foi feito em relação ao computador, para ser ligado. Em alguns segundos com o cérebro em atividade, os eletrodos transmitiram as informações ao aparelho acoplado, funcionando-o. Por fim, mão biônica que se encontrava sobre um balcão, apenas ligada a eletrodos, também foi acionada a pedido dos cientistas que estavam maravilhados com os resultados.

Como a incorporação de ferramentas facilita sobremaneira as atividades nas mais diversas atribuições da vida terrena, também ocorrem esses benefícios na resolução de problemas gravíssimos e até então tidos como insolúveis, para a humanidade. São esses sofisticados avanços no campo médico-cientîfico que vão trazer esperança certa aos que hoje se veem impossibilitados de recuperarem-se em razão da ausência de recursos que os reabilite. A Ciência pretende implementar equipamentos eletrônicos no tratamento de doenças o que seria um grande avanço na recuperação dessas pessoas que sofreram derrame cerebral ou outros problemas de semelhante gravidade.


A DOUTRINA ESPÍRITA JÁ FAZIA ESSA AFIRMAÇÃO

Agora, portanto, é a vez e o momento da Ciência manifestar-se, comprovando o que a Doutrina dos Espíritos, que não mascara nem mistifica, já mostrou no decorrer dos séculos. O cérebro é fonte geradora de energia e, nos animais irracionais, embora o instinto domine na maioria deles, alguns agem com vontade determinada, demonstrando a inteligência que os envolve, embora rudimentar e limitada.

Embora seja louvável a pesquisa e sua divulgação, o resultado não colheu de surpresa os espíritas, que já conheciam os efeitos da oração em razão do poder do pensamento, embora compreendam a necessidade de comprovação científica para o reconhecimento das afirmativas apregoadas pelos Espíritos.

Allan Kardec já dizia:

“A ação da prece é uma transmissão do pensamento”... “Quando, pois, o pensamento se dirige para algum ser, na Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som”.

E André Luiz complementou:

“Nossa mente é um núcleo de forças inteligentes. A idéia é um ser organizado por nosso Espírito, a que o pensamento dá forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção” - “Sempre que pensamos, criamos formas-pensamentos ou imagens-moldes que arrojamos para fora de nós, pela atmosfera psíquica que nos caracteriza a presença” (1).

Falando sobre o vasto oceano mental em que os poderes do Espírito se manifestam, André Luiz traça um panorama do pensamento das criaturas e do princípio elementar que flui sem cessar no campo cósmico, com o fluxo energético do campo espiritual a se graduar nos mais diversos tipos de onda em que se exterioriza a mente humana, até às ondas fragmentárias dos animais, cuja vida psíquica, ainda em germe, somente arroja de si determinados pensamentos ou raios descontínuos (2).

“Sabemos, no entanto, que a eletricidade vibra em todos os escaninhos do infinitamente pequeno” e que “Cada corpo tangível é um feixe de energia concentrada” e “A eletricidade e o magnetismo, o movimento e a atração palpitam em tudo” (1).

E para encerrar não poderíamos fazê-lo sem citar o Codificador, que há mais de 150 anos afiançou:

“O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação” (3).


(1) Nos Domínios da Mediunidade, de André Luiz /, por Francisco Cândido Xavier – FEB.

(2) Mecanismos da Mediunidade, de André Luiz , por Francisco Cândido Xavier – FEB.

(3) A Gênese – de Allan Kardec.



VEJA O AVANÇO E OS EXEMPLOS NESTE VÍDEOS.

  • Este, com animais:


  • Este, com humanos:



  • Vladimir Polízio
    polizio@terra.com.br

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