Temos que iniciar este tópico esclarecendo que “... a água é veículo dos mais poderosos para os fluidos de qualquer natureza”(1).
Todos sabem da importância das matas, e, em especial, da sensacional capacidade que as águas – doce ou salgada – carregam, para a restauração e reposição de energias.
A água, em geral, é reconhecida como o veículo mais eficiente e assimilativo para conduzir os fluidos, quer espirituais ou puramente magnéticos. Daí, a razão do emprego da água benta para os católicos ou do copo d’água para várias outras religiões, inclusive o espiritismo.
Ao colocar-se um copo com água no momento da oração, significa que será ali depositado o fluido manipulado pela espiritualidade, com a finalidade de fortalecer e trazer equilíbrio, ao corpo e ao espírito.
Não é sem razão que as pessoas do mundo moderno conservam informações dos antepassados, que atravessaram séculos e séculos, com a sabedoria de que a água é importante não só para a sobrevivência, mas também forte aliada para outras necessidades. Isso mostra que nossos ancestrais já haviam sido, de alguma maneira, orientados a respeito. Por quem? Quem sabe!
Os espíritos que o digam:
“Qual acontece na montanha arborizada, a atmosfera marinha permanece impregnada por infinitos recursos de vitalidade da Natureza. O oxigênio sem mácula, casado às emanações do planeta, converte-se em precioso alimento de nossa organização espiritual, principalmente quando ainda nos achamos direta ou indiretamente associados aos fluidos da matéria mais densa”(2).
A respeito desta precedente observação sobre a necessidade, ainda, daqueles que deixaram a vida terrena, convém um esclarecimento. De acordo com informações ‘do outro lado da vida’, cerca de 3/4 das pessoas que deixam a Terra em razão da morte, permanecem em torno da crosta terrestre, ou seja, perambulando em suas cercanias, por ainda carecerem das influências da matéria física que conhecemos. Por isso a razão desses espíritos ainda recorrerem aos mananciais de auxílio, para que possam suprir suas ‘necessidades orgânicas’ que ainda supõem existir, estando portanto constantemente em contato com o ambiente onde viviam, usufruindo, à sua maneira, de tudo o que ainda lhes satisfazem, até que se afastem de vez, quando ocorrer o completo esgotamento desses vestígios, compreendendo que, na nova vida, nada disso é importante.
Particularmente com relação à água fluidificada, há que se acrescentar esta posição de Emmanuel, eminente orientador de Chico Xavier: “Meu amigo, quando Jesus se referiu à bênção do copo de água fria, em seu nome, não apenas se reportava à compaixão rotineira que sacia a sede comum. Detinha-se o Mestre no exame de valores espirituais mais profundos.
A água é um dos corpos mais simples e receptivos da Terra. É como que a base pura em que a medicação do Céu pode ser impressa através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais.
A prece intercessória e o pensamento de bondade representam irradiações de nossas melhores energias.
A criatura que ora ou medita exterioriza poderes, emanações e fluidos que, por enquanto, escapam à análise da inteligência vulgar, e a linfa potável recebe-nos a influenciação, de modo claro, condensando linhas de força magnética e princípios elétricos que aliviam e sustentam, ajudam e curam.
A fonte que procede do coração da Terra e a rogativa que flui do imo d’alma, quando se unem na difusão do bem, operam milagres. Não existe órfão de semelhante amparo.
Para auxiliar a outrem e a si mesmo bastam a boa vontade e a confiança positiva.
Se desejas, portanto, o concurso dos Amigos Espirituais, na solução de tuas necessidades físico-psíquicas ou nos problemas de saúde e equilíbrio dos companheiros, coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações, espera e confia. O orvalho do Pano Divino magnetizará o líquido com raios de amor em forma de bênçãos e estarás, então, consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura, abençoado nos Céus”(3).
Eis o texto do próprio Evangelho a que se refere Emmanuel, onde Jesus fala das recompensas e conclama a Humanidade sobre a importância e o valor de um copo d’água: “E quem der a beber, ainda que seja um copo de água fria, por ser este meu discípulo, em verdade vos digo que, de modo algum, perderá o seu galardão”(4).
“De todos os corpos da natureza, a água é o que mais completamente recebe o fluido magnético, e o recebe de maneira a chegar facilmente ao estado de saturação” (...) “... é o agente da Natureza que mais rápida e completamente absorve os fluidos. Daí o grande valor terapêutico da água magnetizada, tanto para as moléstias internas como para as externas”(5).
OBS: Perguntam alguns, por que dizer da água fluidificada. Diz-se, de fluidificada, devido aos fluidos presentes e procedentes da força magnética ou da esfera espiritual. É a água impregnada, portanto, dos fluidos magnéticos do próprio operador (magnetizador), da espiritualidade, ou de ambos.
(1) Nosso Lar, de André Luiz, com Francisco Cândido Xavier – Federação Espírita Brasileira.
(2) Entre o Céu e a Terra, de André Luiz, com Francisco Cândido Xavier, Federação Espírita Brasileira.
(3) Segue-me, de Emmanuel, com Francisco Cândido Xavier - Casa Editora O Clarim.
(4) Mateus, 10, 42.
(5) Magnetismo Espiritual, de Michaelus –Federação Espírita Brasileira.